3 de novembro de 2017

Novo medicamento de Terapia Hormonal

No dia 28 de setembro a Jaqueline começou tomar o novo medicamento de Terapia  de Reposição Hormonal(TRH), que foi mudado pelo Endocrinologista. Achei mais leve, percebi a Jaque mais calma e sem a queda de cabelo que ela tinha por causa do outro. Ela teve um escape no 21º comprimido mas só foi isso. Esse medicamento tem o mesmo objetivo do outro, que é prevenir perda de massa óssea, mas não é só Estrogênio como o anterior. Ele é composto por Estradiol e Noretisterona.

Meu marido até ficou assustado porque houve um crescimento maior das mamas, e ele ficou me questionando por ela ser pequena e não ter um desenvolvimento de repente começar ficar muito desproporcional. Falei que no começo é assim mesmo, depois estaciona pois a dose é igual todos os dias. É sinal que o organismo dela está respondendo ao tratamento. E que eu também assustei pois ela não teria esse desenvolvimento naturalmente. Não tinha sinal algum de seios até começar o tratamento. E que se algo diferente acontecesse que fugisse do controle eu conversaria com o médico dela. Que o importante é a parte óssea e ela tendo Paralisia Cerebral é algo que precisa mais do que nunca ser cuidado. 

Agora no final do ano está tendo as consultas com os Ortopedistas que passa anualmente e até agora tudo bem. Coisas de rotina por ela ter a Paralisia e por ter uma haste na coluna.
Semana que vem ela tem a consulta mensal da dentista, a Trimestral da Neurologista, e uma consulta com a médica da UBS que a Nefro encaminhou. Vou contando aqui as novidades que surgirem.

Um grande abraço,

Adriana

Receita para reduzir o sal e ajudar a prevenir a hipertensão

24 de outubro de 2017

De Mãe para Mãe...De Mulher para Mulher...


Você já parou pra pensar do que realmente sua filha precisa? Ou do que você realmente precisa?

Você não precisa de um falso emponderamento pra se impor à sociedade. 
O que precisa é achar e sentir o que diz de si mesma sem se importar de fato com os outros e fazer por si.

Eu sendo mãe, mesmo sem saber o que a minha filha seria sempre incentivei ela ter auto estima e nem percebia que fazia a coisa certa. Nunca enfatizei defeitos, sempre rimos das coisas erradas que fazemos. Aprendi a tirar sarro de mim mesma, e ela percebeu que isso é uma maneira de dizer que não faz nenhuma diferença, e que podemos ser feliz mesmo quando as coisas dão errado, quando não somos aquela perfeição que o mundo lá fora tenta nos forçar a entender.

O que nossas filhas precisam é de amor. Oque elas precisam de si para si mesmas é amor.
Não elogio a minha filha como forma de compensar a sua baixa estatura ou a sua deficiência física. Elogio porque de fato para mim ela é linda, e ela se acha linda! Ela é linda no jeito, na forma que encara a vida, na forma que olha, que canta, que sorri.

Eu sei que o mundo é cruel com nós. Independente de Síndrome de Turner.
Eu sei que não é fácil e que não tiramos tudo de letra.
Mas independente do que o mundo pense, fale, ache e olhe, não somos apenas aparência física. Somos tantas coisas que nem imaginamos e se aparência fosse tudo, essas pessoas por aí que se acham mais do que todo mundo por se acharem perfeitos e lindos, não teriam fim. Não fariam as mesmas coisas que nós e falam que não fazem. 

Eu sei que a auto estima é uma coisa muito complexa. Eu sei que se ela não está legal nada está bem... Nada funciona, nada anda e nem faz sentido.
Mas se esquecermos as neuras, as vozes interiores, as pessoas que falam tanta coisa sem nos conhecer, sem saber nossas dificuldades, nossas lutas, nossas outras qualidades, eu garanto que todas essas minhocas da cabeça podem não sumir, mas diminuem bastante...

Para você que é Mãe de uma Mulher Turner ou é uma Mulher Turner: O empoderamento só é possível se aquilo que ela fala de si mesmo e tenta mostrar ao mundo é aquilo que realmente sente. Senão será uma ilusão, uma mentira.
O que importa de verdade é ser feliz mesmo que todas as coisas conspirem contra e fazer das negativas da vida uma oportunidade pra pegar outro caminho. Isso pode mudar o destino, pode mudar a forma com que leva a vida. Passamos tanto tempo preocupadas com a forma que os outros nos veem que não olhamos de fato para nós mesmas. O que realmente importa? É a opinião dos outros? Oras! Essas pessoas jamais estarão com você 24 horas! 

Então... Importe-se consigo mesma. Você é sua melhor companhia se fazendo bem. Os outros serão consequência, sorte deles por saberão o quão valiosa és.

Um beijo com carinho,

Adriana e Jaqueline


11 de outubro de 2017

Desacelerei



Depois de uma pausa necessária na minha rotina comecei a repensar e avaliar o modo no qual conduzo a minha vida. Não basta ser uma boa mãe, dona de casa e infinitas coisas,  se não estiver sendo boa o suficiente para si. Antes de qualquer coisa sou uma mulher. De que adianta fazer uma porção de coisas e não fazer o bem pra si mesmo? 
Chega uma hora que a conta chega, e que o resultado é o cansaço por ter carregado o mundo nas costas. 

Pra quem tem uma rotina frenética desacelerar é um suplício. Parece que ficamos em câmera lenta. Mas percebi também que ninguém morre por isso. Com o passar do tempo aprendemos até não colocar muitas expectativas nas coisas e nem nas pessoas pois tudo acontece totalmente diferente do que imaginamos.


Não há problema algum ser uma pessoa organizada que goste de tudo limpo, de filhos bem cuidados. O problema é querer ser uma perfeição que não existe.  Não há como controlar as coisas. Não temos esse poder de controlar tudo e sair tudo exatamente como planejamos. Aprendi a ter plano A e B. Se nada for como eu previa, sigo o que é possível e pronto. Então há coisas que podem sim ser deixadas pra amanhã, e a vida segue da mesma maneira. Esse ditado de não deixe para amanhã o que pode fazer hoje não se aplica a tudo pois muitas vezes na ânsia de querer fazer tudo hoje nos desgastamos e não chegamos bem no amanhã.

Analisei também certas situações que me consomem, revi coisas que me incomodam em mim e em pessoas. E a partir disso tudo minha postura será diferente por pura necessidade de me manter o melhor para mim mesma. As pessoas costumam dizer sempre a frase:  - Você tem que ficar bem para cuidar da Jaque! Claro que sim, também! Mas não só para isso. Percebi que tenho que ficar bem pra mim mesma pra minha satisfação pessoal, saúde mental e física. E ao rever todos os pontos, posso sim mudar com pessoas, mudar situações e principalmente mudar a mim mesma. Muitas vezes carregamos coisas que não nos pertencem, e isso anula muito a nossa personalidade. Muitas vezes precisamos deixar pessoas de lado, ou pelo menos não dar tanta importância à elas, e deixar que elas se afoguem no seu próprio ego. Hoje muitos se preocupam em mostrar que são algo que no fundo não são. Eu não consigo ser assim. Eu prefiro ser o que sou, e respeito quem queira ser. Mas nesse mundo onde um quer ser mais do que o outro eu não me encaixo.

Chega um ponto que nosso emocional e físico pedem socorro. O cansaço de ambas partes causa um esgotamento profundo. Não tive como passar por cima disso e continuar. Fiquei 3 semanas em casa com a Jaqueline e melhorei. O duro é pensar que tudo começa de novo e de novo, mas de tudo isso tirei algumas reflexões mesmo que ali na frente ainda erre em muitas coisas. Não adianta correr que nem uma doida, se desgastar mais do que o necessário. A minha rotina é louca sim, mas estou aprendendo a desacelerar. A rever prioridades. Vamos ver se eu consigo melhorar para mim mesma.

Um grande abraço,

Adriana.

3 de outubro de 2017

O outro lado que ninguém conta...


Esse rótulo de que nós mães de Pessoas com Deficiência ou com Síndrome Rara somos guerreiras e fortes, ou mães especiais me incomoda um pouco. Antigamente eu escrevia  que minha filha é especial, mas antes de qualquer coisa ela é uma pessoa e eu apenas uma mãe.

Mãe com algumas rotinas a mais. Mas mãe. Mãe como qualquer outra que luta por seu filho, que tem suas imperfeições, limitações também. Empoderam tanto o fato de sermos mães de nossos filhos que fico com uma impressão de que temos que provar a todo momento que nossos filhos são capazes e felizes e que somos abençoadas, fortes, lutadoras, como se tudo tirasse de nós o direito de reclamar, de ficar cansadas, de não sentir nada, de não ficar doentes, melancólicas de vez em quando com tanto desgaste devido a tanta coisa pra fazer. O termo especial é lindo, mas dá impressão que quando atribuído a nós mães é como se fossemos mulher maravilha sem direito a fraquezas.

Eu não sinto necessidade de ter que provar às pessoas a felicidade que habita a minha casa,  e a minha intenção é apenas compartilhar. Não sinto necessidade de dizer que a minha filha é feliz, que ela faz isso ou aquilo. Não me incomodo mais com muita coisa sabe porque? Porque nenhuma  pessoa que me deu uma opinião negativa, um olhar que fala mais do que mil palavras me ajudou a fazer um décimo do que ela necessita em seu dia a dia. E mesmo que ajudasse, ninguém sabe como é estar na pele do outro.

Ninguém comenta sobre o outro lado. Quando por ventura a gente passa por algo e comenta algo, vejo respostas como se aquilo que estamos sentindo fosse algo pequeno. Quantas vezes passei por coisas SOZINHA porque eu sabia que não podia contar à NINGUÉM. Ninguém entenderia! 

Se você diz: Estou cansada, lá vem a resposta: - Você é guerreira! 
Se você diz que está com dor:  - Ah, você é forte! 
Se você reclamar de algo da vida: Ah, frescura, tenha Fé em Deus!
Sentimentos são frescura?
Sentir dor é proibido?
Ficar doente é crime?
Cadê a preocupação com o bem estar das mães?
Por que no lugar dos questionamentos não há humanidade e amor? 
Por que na maioria das vezes algumas pessoas que lidam com nós mães agem feito robôs e acham que também somos máquinas?

Antes de cobrarmos menos preconceito do mundo, mais postura inclusiva, mais oportunidades aos nossos filhos, precisamos ter em mente que nossos filhos são extensões de nós certo? Então, por qual motivo separam eles de nós quando algo dá errado e não somos a perfeição que tanto idealizam? 

Não podemos cobrar que o mundo olhe com mais amor para nossos filhos, se não mostramos às pessoas que é preciso amor , educação e respeito para toda e qualquer pessoa.  Ao invés de criticar oferecer ajuda. Ao invés de apontar dedos abraçar. O mundo seria perfeito. 

Precisamos que nos olhem como seres humanos e não como super heroínas ou coitadinhas. Que enxerguem em nós pessoas e não uma guerreira com uma missão a cumprir.

Não adianta cuidar apenas dos nossos filhos... É preciso mais delicadeza, humanidade e amor ao lidar com uma mãe. Dentro de cada uma há sentimentos, emoções, dificuldades, tristezas, e é claro muitas alegrias... Mas que fique bem dito que todas nós temos aqui dentro um coração e não somos máquinas, que podemos sim cansar e nem por isso estaremos pecando. Cada um sabe dentro de si o que é amor, o que é dor. 

(Adriana Silva)

21 de setembro de 2017

Benefícios das Ervas - Use e abuse na sua cozinha



Créditos da Imagem: WIX

O que é Pressão Arterial Sistólica e Diastólica?

        A pressão arterial é uma medida de quão intenso é o fluxo de sangue passando pelas suas artérias. Os valores de referência para pressão arterial são medidos em milímetros de mercúrio (mmHg) e ela é composta de duas medidas: sistólica e diastólica.

            A P.A é um tema no qual todos nós já ouvimos falar, mas grande parte da população não sabe ao certo do que se trata a pressão sistólica e diastólica. A presente publicação tem o objetivo de saciar as dúvidas dos leitores acerca dos conceitos da PAS e PAD.

A Pressão Arterial Sistólica

            A PAS é também conhecida como a “pressão máxima”, e se trata da pressão do sangue no momento da sístole cardíaca, em outras palavras, no momento da contração do coração, ocasionando o impulso do sangue para as artérias.

            Se trata da pressão exercida pelo sangue contra a parede das artérias, ou seja, quanto mais o coração se contrai com ênfase, mais a pressão sistólica aumentará (LOPES, 2010).

A Pressão Arterial Diastólica

            Com relação a PAD, também conhecida como mínima, se opõe a pressão arterial sistólica e é influenciada pela resistência imposta pelos vasos contra a passagem do sangue.

            A sua relação com o exercício físico pode se dar pelo fato de que durante atividade a resistência á passagem do sangue seja menor devido ao relaxamento das artérias, fazendo consequentemente com que a pressão arterial diastólica seja reduzida, sendo um indicador de boa condição física (LOPES, 2010).

Quais os valores referenciais de pressão arterial?

A pressão arterial merece atenção, pois, o seu excesso ou quando está muito reduzida gera complicações á saúde.

Em 2007, o Joint International Commitee, relatou alguns valores de referência para a mensuração da P.A, sendo eles:

Hipertensão: Igual ou superior a 14/9 ou 140 mm/Hg sistólica por 90mm/Hg diastólica.

Tensão normal: Igual ou inferior a 12/9 ou 120 mm/Hg sistólica por 90mm/Hg diastólica

Pré Hipertensão: Faixa que vai dos 12 a 13,9 (120 a 139) sistólica e/ou 8, 8,9 (80 a 89) diastólica.

Hipotensão: Inferior a 9/6 ou 90 mm/Hg sistólica por 60 mm/Hg diastólica


Fonte: http://cienciadotreinamento.com.br/2015/09/o-que-e-pressao-arterial-sistolica-e-diastolica/