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20 de outubro de 2018

Nossos Contatos




Oi amores tudo bem?

Em meio a minha correria, estou sempre que posso atualizando o blog. 
Algumas mamães estão me procurando, deixando comentários nas postagens e no messenger da página, e vou respondendo conforme vou tendo uma folguinha, mas respondo todas!
Tenho algumas idéias mas quero fazer com calma, pois final de ano além da minha rotina tem tudo pra resolver, mas vou fazendo aos poucos.

Fiz aqui no blog uma página lá no topo com esses mesmos links com o título Nossos Contatos.


Gostaria de deixar aqui pra alguns dos nossos contatos. 
É só clicar nos links ok?

Um beijo carinhoso 



Messenger da Nossa página no Facebook : m.me/sobreasindromedeturner

Instagram: @jaquelinemaricota



18 de outubro de 2018

Dose diária de aprendizados



A gente 
não tem ideia do que vem depois,
apenas se sabe que viver é essa dose diária de aprendizados 
até que se complete o encantamento da Alma;
entende que usando uma lente de Fé sobre si, 
é possível olhar a própria história com otimismo;
segue colocando as expectativas nos braços da sorte 
e os Sonhos, deixa que Esperança partilhe com o Tempo;
compreende que a Coragem confunde o medo, 
enquanto o Sorriso ilumina 
o caminho!

Inês Seibert

17 de outubro de 2018

Fio da vida




Na minha gravidez o desenvolvimento da Jaqueline segundo o médico que fez o meu pré natal foi normal. No começo notei que ela cresceu normalmente, mas no final cresceu e engordou menos. Minha barriga no dia que fui à maternidade era de uma gravidez de 5 meses, e muitos não acreditavam que era mais. Engordei bastante porque era muito ativa antes de engravidar, e depois fiquei mais parada. Não comia muito, mas sempre ficavam no meu pé que eu tinha que comer por dois. Engordei aproximadamente 18 quilos, e como era muito magrinha foi uma diferença muito grande. Acredito que o meu ganho de peso foi devido naquele mesmo ano ter tomado medicamento para engordar, pois havia ficado doente e não conseguia comer.

Bom... Recebida a notícia da Síndrome fiquei apenas 1 dia me questionando e assustada: Porque eu? O que vou fazer agora? A pediatra dela era muito atenciosa, e pesquisou e me deixou tudo escrito e dias depois falei com a Geneticista por telefone e ela havia me orientado assim que saísse o resultado ligar, independente do retorno com ela. Me explicou calmamente o básico, disse pra não me preocupar que ela seria muito bem acompanhada e eu orientada. 

Mais difícil do que todas as orientações, consultas, estimulação precoce, exames com certeza foram outras questões. Fui à luta, nem pensei e fui fazendo tudo, mesmo que achasse absurdo pois só pensava que somente eu poderia fazer e mais ninguém. O mais complicado pra mim foram as interferências, opiniões e contestações. Cuidar dela era o de menos mesmo com tantas coisas que aconteciam. Ouvi tanta coisa negativa, tantas conversas paralelas, mas só pensava na minha filha. As dificuldades emocionais eram muitas, foi tudo muito rápido, e intenso.

No dia 14 de Janeiro de 1999 descobri que estava grávida. Não foi planejado, foi tudo muito rápido. 
Tive uma gravidez sem intercorrências. Na época não havia ultrassom moderno como hoje.
Mesmo sendo nova, eu sabia que algo não estava de acordo. Olhava para rostinho dela e sabia que tinha algo diferente. Não tinha força pra sugar, mais rejeitava o leite do que tomava, mas mesmo assim eu lutava, insistia com ela e chorava por cada perda de peso. Essa é a dimensão de ser Mãe... Quando não se sente capaz de dominar uma situação, e se sente frágil, sozinha e incapaz...  Eu tinha muito leite, mas ela tomava por sonda por não ter força pra sugar, e se  tomava 10 ml vomitava 9. Mesmo assim, eu retirava meu leite, e a enfermagem colocava ou então davam pela sonda. Também insisti que ela mamasse, mas era muito difícil. 

 A UTI Neonatal que ficou permitiu que eu descobrisse o que de fato ela tinha. Eram tantos fios, que não sabia como pegá-la. Existia um fio maior do que todos eles que chamava-se Fio da vida, e esse é concedido por Deus. Entreguei a vida da minha pequena em suas mãos, e que ELE guiasse todos que cuidavam dela.
Ela ficou em isolamento, e na época estava naquela onda da " Tiazinha". O apelido dela era tiazinha ou bat girl por causa da máscara que usava para a fototerapia devido a icterícia.

De certa forma o médico não estava errado quando viu minha filha e disse que se ela sobrevivesse que eu esperasse pelo pior, até porque nem eu acreditava que ela sobreviveria. Lá no fundo eu sentia que tudo era muito grave, e uma ponta de esperança me cercava. As palavras dele foram um soco no meu coração... Mas ninguém poderia prever nada, nem eu, nem médico pois embora o histórico de nascimento dela apontava para possibilidades, muitas coisas foram mudando com tantos cuidados que desde o começo teve.

A Geneticista sempre enfatizou que ela não tinha nenhum agravante da Síndrome e sim pelo ocorrido no parto. Que ela era um milagre diante de tudo que passou e que ela estava muito bem diante daquilo que passou. Muitos que iam a visitar no hospital já falaram sobre funeral... Mas aquela flor que aparentemente parecia tão frágil, ninguém imaginava o quão forte ela era, foi e é. Estava ali lutando, quietinha, passando por tudo, com toda a sua resiliência e fé.

Diante de refluxo, eu me sentia uma péssima mãe. Me culpava por coisas que não poderia controlar. Mas a pressão e pitacos me sufocavam. Quando a internação dela acabou pensei: UFA, o pior já passou! Mas não foi assim... As fases da Jaqueline foram vindo, as dificuldades, mas a minha preocupação era dar o meu melhor à ela. Somente eu tinha a dimensão do que ela havia passado e não foi brincadeira. Quando chegamos em casa, informei que ela teve uma infecção hospitalar e que cuidados eram necessários em relação ao fluxo de pessoas em casa, e que as visitas deveriam ser racionadas. Sofria pressão por não estar na minha casa e ouvir todo tipo de coisa como indiretas, opiniões, discordâncias. Sou grata a todo acolhimento que tive, alguns " pitacos" foram úteis, mas a maioria não foi. Foi uma barra, muito mais difícil do que toda a minha rotina com ela!

Percebi que ela tinha um desenvolvimento mais lento. A Geneticista sempre enfatizava que o atraso motor não tinha nada haver com a Síndrome e sim com a falta de oxigênio no parto, que o crescimento sim é menor devido ela, mas que o peso abaixo se dava por outros fatores como o refluxo, a tendência dela, e à todo histórico que ela passou. O que mais me afligia era o refluxo que já nasceu com ele, e era uma luta diária onde ganhava e perdia.

Algumas pessoas da família do meu marido que eu morava, achavam que os atrasos dela se devia ao fato de eu ter acostumado mal. A introdução alimentar foi difícil, eles queriam que ela comesse de tudo,mas ela era diferente. Não tinha instinto de colocar alimentos na boca, de comer certas coisas, e não conseguia de forma alguma mastigar. Então, a pediatra dela que era excelente me orientava dar da forma que ela conseguisse, mesmo que na mamadeira e que o importante era ela comer com qualidade tudo que precisava. 

Antes de ela completar 1 ano saímos da casa deles. Sim, me acolheram como filha, mas morar junto não dava mais. Comecei a cuidar dela sem pessoas me falando o que eu tinha que fazer, e logo em seguida começou comer pastoso com a colher e devagar. Muitas vezes acontecia de ela vomitar tudo o que comeu devido ao refluxo, e eu ficava frustrada e depois disso ela não comia mais de forma alguma. Tudo mudou, e sem as interferências fui acertando mais do que errando, mas por conta própria.

Com 1 ano ela "firmou  a cabeça" pois não tinha controle de tronco. Com muita fisioterapia e treinamento o desenvolvimento dela foi acontecendo. Só sentou com 2 anos,  e foi com essa idade que começou a fazer hidroterapia pois antes de completar 1 ano percebemos que um lado do tórax estava mais alto do que o outro, e a recomendação do cirurgião ortopedista era essa. Rodamos em muitos médicos e lugares em cada coisa que aparecia. Aos 2 anos, tirei a mamadeira e começou usar copo, e parou de usar chupeta. Sem traumas, tudo o que fosse melhor.

Quando olho para trás, parece que eu estou vendo um filme. Acredito que Deus foi me guiando, fui acreditando na minha forte intuição e tudo ia dando certo. Acredito que minha filha veio para transformar nossas vidas. Aprendemos mais sobre o amor, sobre união e cooperação. Eu e meu marido somos exemplos para ela, assim como ela é um grande para nós. Sem essa estrutura de pai de mãe que ela tem, de família, de amor entre nós ela não seria o que é hoje. Meu marido mudou muito, no começo ele achava que era loucura dos médicos tudo o que faziam, mas isso foi essencial pra que ela tivesse um prognóstico totalmente diferente do que me falaram que teria. 

Mesmo alguns discordando, não confrontei. Passei à levá-la a todos lugares que precisava passar sem dar muitos detalhes, falando apenas o básico. Ouvi absurdos como: -Você não pode ter outro filho pois vai ter " problema" ou então ouvia: - Geralmente isso vem da mãe. Cansei de ouvir isso até que respondi: Mutações Genéticas, todo mundo tem chance de ter alguma alteração. No mundo animal, vegetal, nos seres humanos. E que a própria geneticista disse que o ocorrido foi na divisão celular ( na época diziam que foi acidente de percurso), e que eu poderia ter outro filho, sem nenhuma alteração, e que não tive outro filho porque não quis, pois cuidar dela era a minha prioridade.

Durante todos os momentos vi anjos me cercando em forma de pessoas. Senti de verdade anjos me amparando em plano espiritual. Isso foi tão forte, que nunca vou esquecer. Em momentos desesperadores tinha ajuda de desconhecidos repletos de empatia e amor.

Acima de qualquer coisa, amei minha filha desde o começo... Não me arrependo de nada... Acredito que nada é em vão, pois somente tendo ela na minha vida poderia vir aqui escrever para tantas mães que assim como eu ficaram perdidas, mas tem fé, amor, e vão trilhar um lindo caminho de descobertas. Não podemos prever nada, só quem sabe de tudo é Deus. Mesmo despedaçada segui o caminho, e tenho uma linda flor para regar e amar e que exala o perfume lindo chamado gratidão.

Ela ficou. Ela não sofre e ela é feliz. É forte, é surpreendente. Com ela aprendi tanta coisa e ainda tô tão longe de aprender a viver como ela...  A boca do homem pode dizer o que quiser, mas quem bate o martelo é Deus. 


Um carinho no coração de todos que leem,

Adriana

7 de outubro de 2018

Texto para as mamães que descobriram que tem ou terão uma filha com Síndrome de Turner


O ato de ser mãe por si só é algo maravilhoso. Uma benção. 

Você nunca mais será a mesma. Tenho certeza que você já é uma mulher transformada, com um olhar do mundo diferente do que tinha antes. 

Acredite sempre na sua filha assim como acredita que é a mãe ideal à ela. O que não souber, vai aprender com certeza pois ninguém nasce sabendo e contigo não será diferente.

Dúvidas vão surgir: talvez medo, sentimento de impotência, mas independente de qualquer coisa que você leia, ouça , seja você e ela mais do que nunca uma força de amor para seguir em frente. 

Ninguém poderá prever NADA do que ela será: Nem literatura médica que defina que ela é isso e pronto. É um rumo desconhecido, mas estamos aqui para aprender não é verdade?

Tudo que jogamos no Google vem uma infinidade de informações, principalmente quando se trata de qualquer patologia ou síndrome. Muitos locais colocam como "aberrações" e sinceramente a forma generalizada de algumas probabilidades causam desespero em quem chegou agora.

Tenho propriedade para falar a quem possa interessar por ter quase 19 anos de vivência sendo a mãe da Jaqueline. Sou também a mulher, a pessoa com sentimentos, dificuldades, superações e conflitos. Não significa que todas as mulheres, mães e familiares de pessoas ST passarão pelo mesmo. Cada caso é um caso.

Lute com unhas e dentes para ela ser o que quiser. Lute e siga os caminhos necessários pois  poderão sim ter uma vida como a de qualquer pessoa. 

O amor é sempre o melhor combustível para tudo em nossa vida. A Fé nos ajuda a seguir, e o apoio da Ciência uma luz no fim do túnel. 

Um bom acompanhamento médico, com um Geneticista é o começo de um amparo clínico na vida das suas princesas. O seguimento com o médico Endocrinologista será pelo resto da vida, e alguns exames periódicos serão necessários. Não se assuste pois tudo é preventivo e essencial.

A família também é muito importante no sentido de apoio. Procure ajuda, e nunca se sinta só, vá em busca daquilo que ela necessita. 


Um abraço carinhoso,

Adriana

24 de setembro de 2018

Falta de acolhimento e empatia aos pais.



Por trás de todo filho há uma família. 

A estrutura de qualquer filho depende da família. E deveria ser uma realidade acessível a todos um amparo, um acolhimento, um suporte psicológico mais efetivo e humanizado. Todos nós temos sentimentos e muitos esquecem isso.

Percebo que a atenção fica concentrada aos tratamentos que esse filho precisa, dos atendimentos, consultas, estimulações, exames, recomendações.

Mas... E os pais? E a família como fica?

Vejo que o questionamento que fazem pouco importa o esgotamento físico e emocional de seus cuidadores. Sempre bato nessa tecla, pois são muitas cobranças, deveres, obrigações e rotinas. Lido com isso desde que a minha filha nasceu, e pra ela e por ela sempre faremos tudo. Sei que é necessário, e que não há escapatória e tudo que acontece recaí sobre a mãe.

Diante das minhas dificuldades - e sei que muitas mães sentem isso e passam por isso afirmo: Não me sinto acolhida ou vista com olhar de empatia , e pra ser sincera, de alguns lugares tenho sentimento de abandono. Sempre fui uma mãe presente, participativa, empática, mas de uns tempos pra cá cansei. Minha decepção é tão grande, que percebo que algumas pessoas ficaram automatizadas, e esperam o mesmo de nós. Olham como se não pudéssemos errar, e também não podemos reclamar pois isso gera um certo " olhar torto" e interpretação errônea de tudo. Seguimos sozinhas em nossas lutas, silenciando algumas coisas que deveríamos falar porque gera represálias, retaliação.

Nunca... Nunca mesmo fui de ficar reclamando... Sempre fui de ir lá e fazer. Mas com o tempo, sentimos o preço dessa pressão psicológica, pois além de ser mãe, cuidadora, tenho que lidar com situações inesperadas e inacreditáveis de pessoas que deveriam ter um mínimo de sensibilidade por saber que com o tempo o peso de nossos filhos se tornam o dobro, que a nossa cabeça fica a mil, e que consequentemente nós teremos algum tipo de atitude diferente por não querer mais conviver com algumas pessoas que deveriam ser uma mão para apoiar e não para empurrar.

Infelizmente vamos nos deparar com pessoas que não tem estrutura para atender nossas filhas. Isso até hoje acontece conosco, e eu diria que falta empatia nessas pessoas. Detesto quando algumas coisas ocorrem, quando só ouço reclamações e apontamento de defeitos. Mas, eu sei quem tenho nas mãos. Conheço minha filha só de olhar, e algumas coisas que me apontaram foram válidas, mas outras não. Respeito muito pontos de vista e exponho os meus. Vejo o que é melhor para ela. Também tive coragem de mesmo precisando virar as costas porque fomos ignoradas, e sequer olhei para traz diante de certas indiferenças. 

É inegável a falta de preparo para atender quem quer que seja, não somente ela, e hoje quando isso acontece percebo que o tempo é o senhor da razão e que temos que fazer valer nossos direitos, reclamar nos superiores, na Ouvidoria. Pode não resolver nada, mas a nossa parte fizemos. 



Adriana

14 de setembro de 2018

Consulta com Cardiologista, Aniversário da Jaqueline e rotina

Olá meninas, tudo bem?

Desculpem minha ausência! É muita correria. Mas está tudo bem!

Consegui hoje sentar e fazer essa postagem que planejava desde o dia 05 de setembro que foi o dia que teve consulta com o Cardiologista. Mas, devido a aproximação do aniversário da Jaqueline e a rotina da escola, não conseguia parar pra nada, pois ela quer dormir cedo e geralmente faço as postagens à noite. 

Como mencionei o aniversário de 19 anos dela foi dia 11 de setembro. Ficou muito feliz, pois compramos bexigas, fiz flores com elas, compramos um bolinho  eu e meu esposo cantamos parabéns assim que ela acordou, e ela foi para a escola normal, e quem aparecia comia um pedaço de bolo. Ela teve uma semana bem agitada pois é ansiosa, e ao mesmo tempo que queria ir pra escola estava encantada com as bexigas dela! No dia seguinte do aniversário estava exausta e acredito que além de ser puxado ficar 5 horas sentada na escola, a agitação, os dias diferentes, a rotina escolar que traz muitas possibilidades e estimulação a deixou exausta. 

Felicidade é algo que nunca faltou na vida dela e nem amor. Ela é um baita exemplo de pessoa pra mim, e além de ser minha filha é minha vida! Sei que isso pode parecer clichê de toda mãe, mas ela pra mim é extraordinária, e isso não tem nada a haver com o histórico de diagnósticos  e sim com a pessoa que ela é. Temos uma ligação tão forte, que impossível não ter gratidão pela pessoa linda que coloquei no mundo. Sou uma pessoa muito melhor, e entendi o meu papel no mundo depois que ela nasceu. Eu e meu marido nos sentimos privilegiados por sermos pais dela. 

Bom, agora vou falar sobre a consulta com o Cardiologista que ela teve no dia 05/09.

No dia 10/08 fez os exames anuais de Ecocardiograma e Eletrocardiograma.

Desde o ano passado, quando teve alta da Unidade de Pediatria onde passou por 18 anos, está sendo acompanhada pelo Instituto do Coração. Na verdade, tanto a Unidade de Pediatria como a Unidade de Endocrinologia e Metabologia de adulto que a acompanha, solicitaram Inter Consulta e foi agendado lá. Desde então, passa na Triagem do Serviço de Pronto atendimento. Portanto não tem um médico fixo. Nas 2 vezes que fomos passamos com o mesmo médico e ele disse que faria os exames anualmente e caso o quadro mantivesse passaria a ser a cada 2 anos. Nesse atendimento, passou com outro médico que teve outra conduta, mas acabei concordando com ele que isso seria o melhor para ela devido ao deslocamento e ao grande fluxo de pessoas que a expõe demais. Além de ter a encaminhado para acompanhamento com um médico fixo aqui na minha cidade.

Os exames dela estão iguais: O Eletrocardiograma mostrou discretas alterações da repolarização ventricular, e o Ecocardiograma mostrou insuficiência aórtica de grau discreto e moderado. 
CID10 I35 = Transtornos não-reumáticos da valva aórtica.

O que ela tem é uma má formação da valva aórtica, e ela apresenta insuficiência de grau discreta e moderada. A conduta terapêutica será mantida, e como tem sido acompanhada pela médica da UBS em relação a Hipertensão, cuidados com a alimentação, tomando os medicamentos corretamente e sendo monitorada diariamente e clinicamente se mostra bem, não há com o que se preocupar. Pediu que seja avaliada e acompanhada no AME mais próximo.

Então, como os exames desse ano com a parte Cardiológica estão em ordem e a consulta também, falarei com a médica dela aqui perto de casa, e no ano que vem procuramos um médico para acompanhá-la.

Abaixo, deixarei explicado conforme minha pesquisa na internet sobre o que é alteração da repolarização ventricular, e o que é Insuficiência aórtica. O que me explicaram é que 75% da população tem essa alteração e não sabe. O que importa é a condição física da pessoa.

Um grande abraço❤

Adriana

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O que é alteração inespecífica da repolarização ventricular?

A repolarização ventricular no eletrocardiograma representa a fase em que o coração está se preparando para uma nova contração, ou seja, está se repolarizando.

As alterações da repolarização ventricular podem ser localizadas, sendo especificado no resultado do eletrocardiograma o local em que ocorrem (por exemplo, alteração da repolarização ventricular em parede anterior, inferior, ântero-septal, lateral...).

Embora, de modo geral, uma alteração na repolarização ventricular não signifique que exista alguma doença cardíaca, muitas doenças do coração podem provocar essas alterações no eletrocardiograma. Algumas condições e doenças em que essa alteração é comum:

Hipertensão arterial;
Insuficiência cardíaca;
Valvulopatia;
Hipertrofia ventricular esquerda (aumento do volume do músculo cardíaco);
Idade avançada;
Obesidade;
Pacientes que já sofreram infarto;
Gravidez.

Créditos: 

Insuficiência aórtica: causas, sinais e tratamento

A insuficiência aórtica é uma doença cardíaca em que a válvula aórtica não se fecha hermeticamente. Isso faz com que o sangue flua desde a artéria aorta (o maior vaso sanguíneo) até o ventrículo esquerdo (câmara do coração). 

Causas da insuficiência aórtica

Existem diversas doenças que podem causar insuficiência aórtica. É muito importante diferenciar as que causam insuficiência aórtica aguda das que provocam a forma crônica da doença, pois cada uma possui fisiopatologia, sintomas, diagnóstico e tratamento diferentes.

Insuficiência aórtica aguda

A insuficiência aórtica aguda pode ser causada por diversas patologias, entre elas: uma endocardite infecciosa, infarto agudo do miocárdio, disfunção da prótese valvar, aneurisma da aorta, dissecção aórtica e traumatismo torácico. 

Insuficiência aórtica crônica

As causas da insuficiência aórtica crônica são a dilatação idiopática da aorta, doenças congênitas como a válvula bicúspide ou pré-molar, síndrome de Marfan, síndrome de Ehlers-Danlos, Hurler ou Reiter, doença reumática, hipertensão, sífilis, lúpus, espondilite anquilosante, artrite reumatoide ou arterite de células gigantes. 

Sinais da insuficiência aórtica

A insuficiência aórtica comumente não apresenta sintomas durante muitos anos. Os sintomas podem aproximar-se lentamente ou de repente. Os mais importantes são dor torácica do tipo anginal, desmaios, fadiga, palpitações, falta de ar após esforço ou deitado, inchaço nos pés, pernas e abdômen, pulso irregular, rápido, acelerado ou latejante, sensação de fraqueza que normalmente ocorre durante a atividade física. 

Tratamento da insuficiência aórtica

O tratamento da insuficiência aórtica vai depender do estágio da doença. Em casos de insuficiência leve ou de leve a moderada, o paciente precisa apenas fazer acompanhamento médico, sem necessidade de uso de remédios ou outras terapias. Avançando um pouco mais, os casos de insuficiência moderada e de moderada a importante costumam exigir tratamento medicamentoso. Por fim, pacientes com insuficiência aórtica importante, em geral, necessitam por uma cirurgia para troca da válvula aórtica. 

Créditos: 



3 de setembro de 2018

Empoderamento, Amor Próprio ou Egocentrismo e Arrogância?



Vou falar do mesmo assunto de formas diferentes. Pode até ser que fale de um ponto de vista contrário ao que falei anteriormente ou  quem sabe expondo o outro lado da situação. 

Quando falamos de amor próprio, nem sempre tudo é como a teoria. Não é fácil assim como dizem. A prática sincera que é complicada pois para agir de acordo é necessário de fato sentir.

Enfatizamos os defeitos que nos colocamos, os rótulos que nos aplicam, os olhares que não nos conhecem, as vozes de baixa estima que tão acostumados a ouvir ecoamos. Massacramos a nós mesmos com atitudes  tão cruéis quanto o que fizeram conosco. O fato é que as pessoas falam mesmo, elas nunca estão satisfeitas. E nós, estamos satisfeitos?

Todas as nossas experiências desde que nascemos lutam conosco. Ficam martelando em nossa mente, até o momento que resolvemos dar a volta por cima e mudar tudo. Não somos aquilo que falam de nós por percepções erradas, jamais!  Não se trata de ser quem não é, e sim ser quem quer ser. Reclamar por si só, nada resolve. Precisamos mudar e é difícil. O mais importante é ignorar olhares, palavras, atitudes que não entendem nada sobre amor próprio, pois o amor próprio é aquele que temos por nós e damos aos outros, e quem não tem nem por si sempre vai apontar defeitos e criticar pois assim como não vê nada de bom em si, vai satisfazer-se em denegrir o outro para se sentir melhor - de forma errada é verdade, uma satisfação mascarada e totalmente infeliz.

Outro dia, estava assistindo um programa na Televisão em que a pessoa falava sobre direito de se impor, empoderamento, preconceito. O que me chama atenção é a forma que  falava com agressividade ao expor seu ponto de vista, onde as pessoas deveriam aceitar e ponto. Achei arrogante, pois uma coisa é sermos fortes, nos colocar no mundo e fazer valer o nosso eu. Mas ficou nítido pra mim que empoderamento não tem nada haver com egocentrismo, nem arrogância. Empoderamento é aquele amor próprio que se coloca no mundo sem impor que todos aceitem. 

Infelizmente, algumas vezes por trás de pessoas aparentemente seguras, que usam arrogância e o ego  para se inflar de confiança, mas que no fundo tem medo de ser rejeitadas. 
Todos nós temos as nossas máscaras sociais pra defesa, ou seja: algumas vezes para nos proteger fazemos ou somos algo para nos fortalecer perante as pessoas. É um escudo para que não atropelem nosso território interno. E outras usam isso para mostrar um alguém que não são, e que  geralmente é o oposto daquilo que mostra e como consequência enganam a si mesmos. Muitos mostram uma vida perfeita, e seus conflitos não ficam a mostra. E quem nunca sorriu mesmo destruído(a) por dentro, e passando por mil coisas ruins? 

Vemos constantemente nas Redes Sociais um falso amor próprio, um empoderamento que insiste na necessidade de mostrar aos outros. O amor próprio não é egocêntrico, nem arrogante... É aquilo que você dá a si mesmo, que mostra a si mesmo, olho no olho.É aquilo que transborda e divide. Não é baseado apenas em aparência e sim no ser, no fazer, no estar, no sentir, no falar, no tocar, no pensar, no amar, no doar, no dividir, no sonhar.


Adriana