21 de fevereiro de 2018

Aumento gengival associado à terapia de reposição hormonal

Comecei a pesquisar artigos a respeito por causa de uma das consultas de rotina da Jaqueline com a dentista. 
A questão é que desde que começou a terapia hormonal ela teve um aumento gengival que chamam de hiperplasia gengival. Como os artigos são muito técnicos, não copiei tudo, mas me confirmou o que eu suspeitei por ser muito observadora em relação à reação do organismo da minha filha aos medicamentos que toma, pesquiso e pergunto sempre.
A dentista por sua vez, atribui o aumento da gengiva ao remédio de convulsão. Já conversei várias vezes com a Neurologista dela que me afirmou não ser essa a causa, pois a medicação é apenas um remédio pra ansiedade que controla as crises e não é responsável por essa alteração uma vez que desde que começou a tomá-lo nunca havia tido isso antes. Concordo totalmente com a Neuro da minha filha.
Enfim, já havia conversado com o Endocrinologista que me disse que o Hormônio interfere sim nesse aspecto, além de mesmo antes dele ter alteração. 

Abaixo, algumas partes do arquivo que encontrei, com seus devidos créditos:



Introdução


As doenças periodontais têm etiologia multifatorial e são resultado de uma interação e um desequilíbrio entre o biofilme bacteriano e a resposta imunoinflamatória do hospedeiro, modulados por fatores ambientais, sistêmicos e genéticos, podendo aumentar sua prevalência, incidência e/ou severidade. Entre estes fatores, enquadra-se a associação dos hormônios sexuais femininos com a exacerbação de processos inflamatórios do periodonto, pois a mulher passa por diversas alterações hormonais no decorrer da vida e, em algumas épocas, elas são mais evidentes, como na puberdade, no período menstrual e na gravidez, bem como sob uso de contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal.

A alteração nos níveis de estrógeno e progesterona possui um efeito modulatório sobre a resposta inflamatória frente às agressões bacterianas, quando da ocorrência das doenças periodontais. Apesar de haver limitações e variações metodológicas, a literatura comprova modificações no padrão de manifestação clínica destas patologias. Desta forma, o objetivo do presente trabalho foi relatar um caso clínico de aumento gengival em uma paciente jovem que faz uso de terapia de reposição hormonal por um longo tempo, enfocando o diagnóstico e tratamento, bem como sua inter-relação.

Resumo:

Os aumentos gengivais são lesões proliferativas de evolução lenta e indolor que acometem os tecidos gengivais e envolvem várias possibilidades diagnósticas. O presente trabalho teve como objetivo relatar um caso clínico de aumento gengival em uma paciente jovem sob tratamento de reposição hormonal, ressaltando os aspectos clínicos e histopatológicos desta inter-relação.

Conclusão

A hiperplasia gengival é uma lesão benigna relativamente comum, e o conhecimento de suas características clínicas e histopatológicas, bem como sua possível inter-relação com fatores sistêmicos, é de fundamental importância na prática clínica para um atendimento integral dos pacientes. O tratamento adequado minimiza as chances de recorrência e a propagação do processo infeccioso para os tecidos periodontais de sustentação.



Créditos do texto, se quiserem saber mais detalhes veja em:


12 de fevereiro de 2018

Adolescência (Abandonando a Infância)


Adolescência é uma fase de muitas transformações e isso não é diferente para nossas filhas. Independente de seus atrasos físicos a natureza se manifesta. A idade cronológica sempre vai nos mostrar que elas estão crescendo e mudando. Não é uma fase fácil para elas também. É encarar de frente essas mudanças, pois deixam de ser crianças, pré adolescentes para encarar transformações tanto na mente quanto no corpo. 

Não importa se é preciso uma ajuda da ciência ou as coisas acontecem espontaneamente pois cronologicamente eles devem (na minha opinião) ser tratado com a idade que tem. Nunca abandonando aquela criança interior que todos nós jamais deveríamos nos esquecer. 

O intelecto delas vai sobressair, por mais que a estatura seja abaixo do que almejam, ou tenha algumas diferenças comparando com outras meninas. Devem prevalecer as suas vontades, os seus pensamentos, posicionamentos. Acho que mais importante é vê-las felizes não é mesmo? São pessoas capazes, lindas, maravilhosas, e sabemos que a auto estima vai pregar algumas peças, e que as cobranças da sociedade sempre são maiores porque as pessoas de forma geral se apegam muito à aparência. Sempre colocam defeitos e nunca agradaremos a todos. As pessoas buscam sempre uma coisa pra implicar.

Independente do mundo lá fora, o mundo interior delas é o mais importante, e mesmo que não estejam bem com alguns aspectos, reforçar seus valores como pessoas, como partes do mundo que faz a diferença é fundamental. Se pararmos pra pensar, nada somos! Quando partimos desse mundo, não interessa a aparência, a estatura. Sabe o que realmente importa? É o que somos! Como somamos nesse mundo, o que deixamos de sentimentos dentro das pessoas. 


Adriana

Semana do dia 5 ao dia 9: Compromisso médico, exame e comemoração do carnaval na escola.

Foi uma semana corrida, mas tudo deu certo e ficamos exaustos aqui em casa!

Na segunda dia 05, a Jaqueline teve a consulta com a Clínica Geral por conta do acompanhamento na UBS da sua hipertensão. Foi mais pra dar um oi, pois como no mês que vem tem Endocrinologista, fará exames e então pra não ficar furando ela,no retorno ela saberá os resultados e conduta médica.

Na Quarta dia 07, ela teve um Ultrassom Pélvico que sempre é pedido pela Unidade de Endocrinologia para acompanhar como está, e saber como está respondendo ao tratamento de Reposição Hormonal. Correu tudo bem, o laudo saberei no dia da consulta mas me adiantaram que está tudo bem, nada importante foi detectado.

Na terça, quinta e sexta teve as festinhas de carnaval da escola e ela se esbaldou! Ela ama se maquiar, ficar bonita. Fica ansiosa, adora elogios. Uma graça! Nesse fim de semana eu tirei algumas fotos em casa e fizemos folia também. Ela tem uma alegria em viver as coisas que é lindo de ver! Abaixo colocarei as fotos que tirei.


Terça foi dia de colares e adereços. Ela séria pela ansiedade! Com sombra nos olhos, borboletas e sombra no cabelo acompanhando cada cor.



Sexta foi dia de Fantasia. Foi de pirata! Voltou pra casa exausta com confete pra tudo quanto é lado. Mas vale a pena a correria pois nada é mais importante do que ve-la feliz!



Domingo dia 11, tirei algumas fotos, e amei essa! Os olhos dela não mentem o quanto ela é feliz e o sorriso então só confirma




Um grande abraço a todos e feliz carnaval! 
Aqui seguimos no bloco dos jogados na cama!

Adriana

4 de fevereiro de 2018

Não se deixe abalar com rótulos que colocam em você!


Créditos: https://www.facebook.com/veronicat.tosta/

De volta à rotina: Aulas, Terapias, Consultas Médicas e Exame.

Na  semana passada voltaram as rotinas da Jaqueline. Voltou as aulas, terapias, conhecemos fisioterapeuta nova, e aquela correria pois tivemos consultas também, e ainda teremos mais. Ela ficou exausta na primeira semana, e na segunda um pouco menos. Além disso as coisas práticas que devem ser resolvidas em início de ano como reuniões, recadastramento escolar, enfim... o ano começou!

Na sexta dia 02, ela teve uma consulta com a Neurologista, está tudo bem, sem crises de epilepsia. Perguntei sobre a vacina da Febre amarela, e ela receitou opções de repelente. A princípio não vacinarei a Jaque e nem aqui em casa tomaremos a vacina. Mais importante do que essa correria, é o cuidado que devemos ter em casa com acúmulo de água, e nos protegendo. Eu sempre pergunto à essa médica pois ela é maravilhosa.
Ela também resolveu voltar a suplementação de vitamina D, pois como ela toma um remédio pra controle de crise convulsiva é bom que a Vitamina esteja num valor maior e também pra ter estoque dela para o inverno. 

Amanhã ela terá a consulta com a Clínica Geral que faz a cada 3 meses devido a hipertensão, e terei a minha consulta junto, pois sempre agendo no mesmo dia pois estou sendo acompanhada também,e estou bem melhor depois que entrou com a medicação. Até me adaptar e não sentir reações foi um mês, e com isso estou conseguindo seguir a minha rotina, mas tudo foi desencadeado pelo stress que me paralisou por 3 meses.

Na quarta dia 07 terá um exame de ultrassom pélvico  pois a consulta com Endocrinologista é no mês que vem, e precisa ver como está se saindo o tratamento hormonal. Ela continua tendo escapes todo mês e falarei com o médico dela a respeito disso, se é normal. 

Vou passando por aqui e dando informações de como tudo correu essa semana. A Jaqueline está ansiosa por causa do carnaval, ela adora as bagunças na escola.

Um grande abraço,

Adriana


17 de janeiro de 2018

Não se prenda ao Diagnóstico

Independente de diagnóstico as pessoas tem sua individualidade. Sempre falo isso aqui. Prestem atenção no que vou escrever: Não se compare! Ninguém é igual a ninguém mesmo que tenha muitas coisas em comum.
  
Não fiquem caçando pela internet coisas, pois eu garanto: Não é solução! Já falei aqui e vou repetir: Pra minha sorte quando recebi o diagnóstico da minha filha eu não tinha como recorrer à informações em internet. Sei que muitas ficam anos sem saber que possuem Turner. Sei que nem todas as pessoas tem a mesma sorte que tive de saber quando a minha filha era recém nascida o que ela tinha e de imediato tratar com uma geneticista ótima.

Sei que é bom trocar ideias, sei que é ótimo entender algumas coisas, e até hoje pesquiso algumas coisas, mas não entro em neurose, até porque muitas coisas melhoraram na minha filha, a Medicina avança a cada dia. Já procurei coisas sobre a Síndrome e alguns sites estrangeiros mostram como se fosse uma aberração. Isso de imediato assusta algumas pessoas, e cada caso é um caso. 

Lutem! Corram atrás de um diagnóstico pra então dar o pontapé inicial em um tratamento. O primeiro exame que deve ser feito é o de Cariótipo. Um acompanhamento com um Geneticista é essencial pois esse especialista que vai encaminhando para tudo o que é necessário fazer. Depois com a Endocrinologista, e alguns exames serão pedidos rotineiramente. A Jaqueline passou com tantos especialistas, fez tantos exames que perdi a conta. Hoje eu vejo que foram todos necessários.

Como vi numa postagem de uma Fisio maravilhosa que atendeu minha filha: 
Diagnóstico não é destino. É ponto de partida. Levem isso sempre na mente de vocês. Não esqueçam que independente de qualquer coisa, mulheres tem a Síndrome de Turner mas elas não são a Síndrome de Turner. São pessoas com particularidades e personalidade. Não se prendam que tudo é da Síndrome. Tem a herança genética dos familiares, tem a formação do intelecto de cada uma. São pessoas, e não unicamente um diagnóstico.

Adriana Silva