7 de abril de 2015

Nem tudo que aparece é da Síndrome.

Se pararmos para pensar em uma Síndrome, qualquer uma, vamos ouvir que ela pode isso ou aquilo. Podemos comparar com uma bula de remédio, que lemos e vemos que existem mais contra indicações do que benefícios. Mesmo assim tomamos, sabendo que pode ajudar em alguma coisa e prejudicar em outra. Quando sabemos detalhes sobre a Síndrome de Turner, temos que avaliar muitas coisas. A primeira vez que passei minha filha na Geneticista, ela agrupou uma série de informações da família. Ao mesmo tempo que dizia que  algumas características físicas poderiam ser da Síndrome, mas que alguns traços poderia ter herdado da mãe, do pai ou de qualquer outra pessoa da família. Assim como as patologias que poderiam surgir, nunca podemos afirmar ao certo se é ou não é. 

Não poderemos colocar uma culpa - isso é da Síndrome em absolutamente tudo. Nunca saberemos, porque por trás de qualquer pessoa há descendentes, há históricos, então seria arbitrário fazer isso. Porém não podemos deixar de sempre pesquisar, investigar as coisas que podem aparecer nessas pacientes. Se podemos prevenir, ou remediar e cuidar, é isso então que podemos e devemos fazer. Não podemos nos culpar por cada coisa que aparece, apesar de sendo mães sempre fazemos e não queremos que nossas meninas sofram não é mesmo? 

 O que herdamos dos nossos antepassados é muito forte. Ao longo dos anos as células mudam, sofrem mutações e novas doenças aparecem. Aparecem mais fortes, então cada patologia varia de pessoa à pessoa.
Se pararmos pra pensar só nas coisas ruins, não faremos as boas. Muitas vezes iremos fazer tudo certo, e veremos que estava tudo errado. Mas tentamos. Muitas outras, aquilo que achamos ser melhor não fez bem, e é por esse motivo que sempre acredito em recomeços, em tentativas, em erros, em acertos. Porque só assim que aprendemos, que conhecemos nossas filhas!

Até breve,

Adriana.

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