15 de maio de 2015

Dificuldades e Realidade: Às vezes dá tudo errado. O que fazer?

Alguns médicos quando veem o caso da minha filha, acham o fim do mundo, e me passa a situação como se fosse um desastre.
Conheço todas as dificuldades da minha filha, sei o que ela tem ou não tem. Sei que  sempre teve atraso no peso e na estatura e sempre terá! Não seria coerente uma pessoa com a estatura inferior à sua idade ter o peso ideal. Seria obesa! Ela não vai crescer muito mais do que está naturalmente se desenvolvendo.


Alguns quando a olham, já fazem aquele alarde! Alguns pacientes PC tem um padrão de serem magros, pernas e braços finos. Minha filha mesmo  comendo muito bem sempre foi magra. É algo contraditório, porque pacientes Turner podem desenvolver obesidade. Sempre me preocupei com a parte de ela ter todos os nutrientes com qualidade e os exames dela confirmam isso.


Deparo-me  com todo o tipo de situação, sempre sou receptiva à todas orientações. Mas como eu estou 24 horas com a minha filha e alguns a veem periodicamente, eu que devo falar o que é e o que não é, e o que funciona ou não. Claro, que toda ajuda deles é muito importante, mas algumas vezes tive que filtrar muita coisa.


Depois que algumas confusões acontecem, (porque nunca é o mesmo médico na mesma consulta), eu reflito no que devo melhorar. Algumas situações não tive capacidade de estar atenta e perceber que algumas falhas poderiam ter sido evitadas. Mas também penso que a culpa não é só minha, a atenção deve vir dos dois lados. Então, fico mais atenta ainda. Já teve ocasiões que por falhas de funcionários exames não foram realizados antes da consulta. Então, eu aprendi que devo não só estar atenta como em alerta, pra poupar certas situações, pra evitar deslocamentos desnecessários.


Mas tudo me serve de grande aprendizado. Naquele momento, em que uma consulta foi confusa, desorganizada e que até me deparei com profissionais "meia boca", acontece uma espécie de choque. Eu não sei se isso é comum com nós mães e por mais astutas e desembaraçadas que possamos ser, o fato é que diante de tanta coisa acontecendo, a gente se envolve naquele momento e não conseguimos ter uma atitude que dê um STOP ou que recomece tudo. o problema da demanda e do tempo curto fazem muitos sequer olharem ou ouvirem o que um paciente ou mãe dele tem a dizer. Por isso a nossa postura, diante de tantos aprendizados vai mudando e se moldando à esses flashbacks. Quando nos deparamos com situações que já vivenciamos antes, ficamos mais espertas. Muitas vezes a dor paralisa, aquilo que foge de controle nos controla.


A nossa postura pode ser assim: Vamos resolver esse problema agora! E pronto. Vamos tirar a dúvida, se for isso mesmo, a gente faz isso. Temos que nos "desencapar" e ter coragem de parar de dizer sim pra tudo que nos mandam, e dizer tudo o que achamos em momentos que possam nos paralisar. Muitas vezes a atitude dos outros nos prende ao chão, não conseguimos nos mover.


Algumas coisas também, percebi que dão errado pra acontecer tudo certo depois. Às vezes as coisas são simples de serem resolvidas, mas nos deparamos com pessoas que complicam mais. O nosso sofrimento acaba se tornando uma vitimização de nós mesmos, onde há um compadecimento tão grande que não conseguimos ver além daquilo que estamos vivendo. Podemos e devemos pedir uma segunda opinião, expor nosso ponto de vista, propor soluções e mudanças, tomar uma decisão e uma conduta junto à um profissional em relação aos nossos filhos, e assim ir vendo os erros e acertos juntos, ir fazendo as coisas, pra depois chegar e dizer novamente o que deu certo e o que não deu.


Se as coisas estão diferentes, temos que aprender ou tentar pelo menos ser diferentes também! Agir sempre igual, muitas vezes não dá certo! Ser conivente com tudo, mesmo vendo que não é o caminho correto, pior ainda. Mesmo que a gente enxergue tudo mais claro depois, que nesse depois façamos alguma coisa. Se não tivermos condições de agir no agora, que seja amanhã, mas que não seja nunca! Temos que nos adaptar às situações e ao mundo. Temos que nos abrir e não nos fechar. Temos que tomar cuidado para que aquilo que falam não seja a verdade absoluta, mesmo sabendo das realidades, mas não ver com olhos tão pessimistas como alguns enxergam, esquecendo-se que ali existe uma pessoa.


Acho que até alguns profissionais não conseguem ter uma postura diferenciada, e diante de tanto paciente pra atender, aquilo deva se resolver da maneira mais rápida a eles. Também não posso afirmar nada porque cada um sabe o que tem em seu coração. O fato é que todos nós que temos um filho deveríamos ter um atendimento diferenciado, mas muitas vezes isso é impossível de acontecer, porque engloba tanta coisa, que o que nos resta é dialogar, e se ficarmos paralisado diante de situações que escapam de nossa mão, no momento seguinte resolver tudo.



Até a Próxima!


Adriana

4 de maio de 2015

Consulta com Nefrologista e Nutricionista

Nefrologista

Ao contrário da consulta anterior, a pressão estava boa, a Jaqueline estava calma PA 10x7. A médica da consulta anterior havia prescrito outra medicação para a pressão por causa da pressão alterada durante a consulta. Como as anotações mostram tudo dentro da normalidade, até temos certeza que realmente está sob controle, estará suspenso, mantendo os dois que foram receitados pela Nefrologista e Cardiologista. Os exames pedidos não foram realizados, e a médica disse que não fazia mal. Um exame que daria a exatidão da pressão dela no decorrer de 24 horas seria o exame de MAPA, mas seria um exame impossível de realizar pois devido o aparelho inflar periodicamente, ela ficaria agitada.

Conduta Médica: Vai insistir no Ultrassom Renal com Doppler pois no último que realizou não deu pra ver uma veia do rim, e se essa veia tiver alguma alteração isso explique a P.A elevada, e naquele momento não foi possível visualizar devido a grande quantidade de gases. Se conseguir ver dessa vez quer tirar a dúvida, porque se ela não tiver nada renal que explique a elevação de pressão eles dão alta da Unidade, pois não é legal acompanhar com dois médicos e faz acompanhamento só com a Cardiologista.

Solicitações:  Pedido o retorno em 2 meses (mas só conseguimos para o final de agosto devido ao exame).
Exames: USG Renal Doppler (Investigação HAS)
Exames Sangue e Urina (Rotina) - Eletrólitos, Função renal, Gasometria, Hematologia. 
                         Creatinina, MICROALBUMINURIA, PROTEINURIA,Urina I.


Impressões: Às vezes as coisas dão erradas para tudo dar certo. E uma conduta médica adequada, onde a médica ouve a gente faz toda a diferença, e assim de forma simples avaliar o que é melhor para a paciente.

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Nutricionista
Eu pedi assim que saí da consulta da Nefrologista uma consulta com a Nutricionista já que a consulta com o Nutrólogo está marcada somente para outubro. A médica que nos atendeu passou o caso e o prontuário dela e nos atendeu. Sentamos, passei tudo: Horários, o que ela come, e foram feitos ajustes e mudanças. Dieta calórica + Suplementação. Na dieta aumento da quantidade de carboidratos, uso de engrossantes, acréscimo de mel na fruta, e azeite na comida. Além disso, dicas e orientações das porções dos alimentos, e dicas para evitar flatulência. Como ela tem consulta com a Endocrinologista em Junho, veremos os resultados dos exames, e se caso alterar alguma coisa mexemos na dieta novamente, até o Nutrólogo em outubro atendê-la. O suplemento que passou é o adequado ao caso dela e a idade (já que é uma adolescente). O percentual de gordura dela deu 3%.


Até a próxima postagem,


Adriana Silva

1 de maio de 2015

Indicações e pra que servem os medicamentos : Besilato de Anlodipino e Carvedilol

Cada paciente, diagnosticado com Hipertensão Arterial precisa de uma medicação prescrita de acordo com o seu caso para o tratamento. A dosagem da medicação varia de pessoa pra pessoa, de acordo com a sua necessidade. E todo medicamento tem suas derivações, similares, e o infinitos nomes que tratam a mesma causa.

No caso da Jaqueline, Cardiologista receitou o Carvedilol.

Esse medicamento de uso oral é um anti-hipertensivo, sua ação promove a dilatação dos vasos sanguíneos, facilitando a circulação e diminuindo a resistência nos vasos.
O Carvedilol também é utilizado no tratamento de indivíduos que já sofreram infartos e com histórico de insuficiência cardíaca.

Indicações do Carvedilol

Pressão alta; insuficiência cardíaca; infarto.
 
Efeitos colaterais do Carvedilol

Pressão baixa; pressão baixa postural; diarréia; aumento do açúcar no sangue; aumento de peso; infecção respiratória; fraqueza; tontura; fadiga; cansaço.


Já a Nefrologista receitou Anlodipina (Besilato de Anlodipino)

O besilato de anlodipino é um medicamento anti-hipertensivo da classe dos antagonistas de canal de cálcio. Ele interfere no movimento do cálcio para dentro das células cardíacas e da musculatura dos vasos sangüíneos. Como resultado dessa ação, o anlodipino relaxa os vasos sangüíneos que irrigam o coração e o resto do corpo, aumentando a quantidade de sangue e oxigênio para o coração, reduzindo a sua carga de trabalho e, por relaxar os vasos sangüíneos, permite que o sangue passe através deles mais facilmente. A pressão sangüínea alta impõe ao coração e às artérias uma sobrecarga de trabalho que, a longo prazo, faz com que o coração e as artérias não funcionem adequadamente. Isto pode causar danos nos vasos sangüíneos do cérebro, coração e rins, resultando em acidentes cérebro-vasculares, deficiência cardíaca e renal. Pressão alta também pode aumentar o risco de ataques cardíacos. Se a pressão sangüínea for controlada, esses problemas podem não ocorrer ou pode haver menor possibilidade de que ocorram.



Fontes: