14 de abril de 2017

Perceber a necessidade de quem nos ama e amamos.




Hoje deitei-me com o meu lado criança... Lado esse que não despertava há muito tempo devido a seriedade dos meus dias, correria dos meus compromissos e afazeres. Larguei o franzido da testa e dei lugar as melodias infantis e ninei meus sonhos momentâneos e nutri os ouvidos da minha filha. Eu sei que a gente cresce, mas nos esquecemos de brincar, e que não importa quantos anos tivermos sempre seremos aquela criança que habita dentro de nós. Percebi a felicidade dela, ouvi o que ela queria que cantasse e batesse palmas com ela. Talvez por causa da adolescência dela eu tenha radicalizado e não cultivado mais esses momentos. Sempre a incentivo a crescer, a ter seus gostos pessoais, curtir suas coisas adolescentes, mas ela pede algumas coisas que a deixa feliz. Acredito que algumas podas sejam prejudiciais. Acredito que há coisas que devemos nos lembrar, e vendo ela tão feliz e satisfeita detectei a causa da tristeza dela. 
Envolvida pela rotina de mudança, de organizações, essas duas semanas a deixaram diferente pela adaptação com o novo lar, ela se sentia sozinha. Confesso que estava preocupada com o fato dela estar mais quieta e cansada que o normal, e sei que devido a tantos remédios e dieta restritiva isso mexe muito com peso que oscila entre manter e perder gramas e isso a afeta na disposição. Mas senti que tinha algo a mais. Percebi ela quieta, triste e pensei: Será que é saudade da outra casa? Sei que mudar tira um pouco da segurança dela, mas também sei que ela se adapta fácil. Vi que ela queria o rádio dela, queria mais carinho e atenção e que há momentos em que ela tem opinião própria e não quer algumas coisas. Em um dia vi aquela menina de volta. Só ainda um pouco cansada, mas bem melhor do que estava. Agora a rotina da casa se refez, instalamos tudo pouco a pouco e ontem a internet, e hoje estou postando isso.


Até a próxima!

Adriana



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